A Santa Casa da Misericórdia do Porto (SCMP) anunciou a suspensão das hortas localizadas no Parque José Avides Moreira a partir do próximo mês de outubro. A medida surge na sequência do arranque de um conjunto de obras estruturantes destinadas à modernização e valorização das instalações do Centro Hospitalar Conde de Ferreira, sendo a área ocupada pelas hortas uma das zonas que carece de intervenção profunda.
A decisão afeta diretamente a horta terapêutica dos utentes do hospital e a horta comunitária, esta última integrada no projeto “Horta à Porta” da associação intermunicipal Lipor. No total, o espaço conta com 232 talhões disponibilizados a hortelãos.
Prazos e Enquadramento das Licenças
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Data-limite para desocupação: Os utilizadores já foram notificados para efetuar as últimas colheitas, retirar os seus pertences e entregar as chaves dos talhões até 31 de outubro.
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Natureza do projeto: A SCMP esclareceu que as parcelas eram cedidas através de licenças anuais renováveis (com um custo de 50 euros por ano) e que os utilizadores sabiam que a continuidade dependia das necessidades estratégicas da instituição. A Santa Casa acrescentou que o projeto gerava custos superiores ao valor simbólico recebido.
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Gestão de ativos: Na missiva enviada, a administração reforçou a obrigação de gerir criteriosamente o seu património para rentabilizar ativos que sirvam de fonte de rendimento para as suas valências sociais e assistenciais.
A Misericórdia do Porto, que reconheceu o impacto positivo da iniciativa ao longo dos seus 10 anos de existência, deixa em aberto a possibilidade de reorganizar a área após o término das obras. O objetivo futuro passará por desenhar um novo modelo mais orientado para a comunidade hospitalar, com foco pedagógico e terapêutico.
Sessão de esclarecimento e protestos: O vice-provedor da SCMP, José Dias, vai reunir-se com os hortelãos numa sessão de informação na próxima sexta-feira. Paralelamente, está prevista uma ação de protesto à porta do hospital na manhã de quinta-feira. Contactada pela Lusa, a Lipor remeteu qualquer esclarecimento para a Santa Casa, responsável pela gestão do espaço.