A Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve 21 homens e cinco mulheres, com idades compreendidas entre os 17 e os 61 anos, suspeitos de integrarem uma rede organizada de tráfico de estupefacientes. A ação decorreu no âmbito de uma investigação criminal que durava há vários meses.
A operação foi conduzida pelo Núcleo de Investigação Criminal de Oliveira de Azeméis e focou-se no desmantelamento de uma estrutura com “significativa capacidade logística”. Além do tráfico de droga, o grupo está indiciado pela prática de posse de armas de fogo e outros ilícitos conexos, assegurando de forma coordenada o abastecimento, transporte, armazenamento e distribuição de substâncias nos distritos de Aveiro e Porto.
Concelhos visados e recrutamento de jovens
Segundo as autoridades, a atividade criminosa concentrava-se com maior incidência nos seguintes concelhos:
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Aveiro, Arouca, Estarreja, Vale de Cambra e Albergaria-a-Velha;
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Oliveira de Azeméis, São João da Madeira, Vila Nova de Gaia e Porto.
A GNR detalhou ainda que parte da distribuição ocorria em zonas urbanas com elevada densidade populacional e em locais frequentemente frequentados por jovens, designadamente nas áreas envolventes de estabelecimentos de ensino, aproveitando a vulnerabilidade desta população para expandir o negócio ilícito.
Buscas e material apreendido
A megaoperação contou com o apoio da Polícia de Segurança Pública (PSP) e envolveu um forte dispositivo operacional de várias valências da Guarda. Ao todo, as autoridades deram cumprimento a:
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11 mandados de detenção;
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Dezenas de buscas domiciliárias.
No decurso das buscas, os militares apreenderam cerca de 40 quilogramas de haxixe — o correspondente a aproximadamente 80 mil doses individuais —, além de outros produtos estupefacientes e diverso material diretamente relacionado com a atividade criminosa.
Interrogatório judicial agendado
Os 26 detidos encontram-se sob custódia e serão presentes ao Tribunal Judicial de Santa Maria da Feira esta quarta-feira, dia 8 de julho, pelas 14h00. A sessão servirá para a realização do primeiro interrogatório judicial e para determinar as medidas de coação adequadas.