A Polícia Judiciária (PJ), através da Diretoria do Norte, deteve dois homens, com idades compreendidas entre os 23 e os 27 anos, fortemente indiciados da prática em coautoria de dezenas de burlas informáticas e por meio informático. As detenções ocorreram nas cidades do Porto e de Gondomar.
A investigação criminal teve o seu início após ter sido detetada a aquisição de equipamento informático específico. Embora a venda e utilização deste material sejam lícitas, o mesmo é habitualmente utilizado para a prática, em massa, de burlas através da difusão de mensagens fraudulentas (como campanhas de phishing ou smishing).
Suspeitos lucravam com o aluguer de “bunkers” tecnológicos para burlas
No decurso das diligências, os investigadores recolheram indícios de que os dois jovens faziam desta atividade o seu modo de subsistência. Os suspeitos ocupavam-se da cedência a terceiros — a troco de avultadas quantias financeiras — do seu conhecimento técnico, de um vasto conjunto de equipamento informático e de milhares de cartões SIM.
Esta infraestrutura ilegal terá permitido, de acordo com as autoridades, a concretização de, pelo menos, 50 burlas informáticas ou com recurso a meios tecnológicos.
Milhares de cartões SIM e 40 mil euros em criptoativos apreendidos
Durante a operação policial que visou desmantelar a rede, a Polícia Judiciária procedeu à apreensão de um arsenal tecnológico de grande dimensão:
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Comunicações: 17 equipamentos GSM/Modem SMS Gateway (estruturas de elevado rendimento com capacidade para 32 e 64 slots de cartões) e milhares de envelopes, carteiras e suportes de cartões SIM;
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Hardware: 7 computadores e diversos telemóveis;
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Ativos financeiros: Criptoativos num valor superior a 40 mil euros.
Os detidos vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para a aplicação das respetivas medidas de coação. A investigação da Polícia Judiciária prossegue para apurar a extensão total da rede e identificar eventuais cúmplices ou utilizadores desta infraestrutura.