Nos primeiros sete meses deste ano, Portugal registou 5.729 incêndios rurais que resultaram em 52.961 hectares de área ardida. Os números refletem os valores mais elevados registados nos últimos quatro anos no país.

Os dados são provisórios e foram disponibilizados pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), refletindo a situação apurada entre 1 de janeiro e as 18h30 de sexta-feira, 31 de julho.

A região Norte do país tem sido, até ao momento, a mais fustigada pelos fogos, concentrando o maior número de ocorrências e a maior extensão de área ardida, de acordo com as informações do Sistema de Gestão Integrado de Fogos Florestais (SGIFR).

Tipologia da área destruída e comparação com anos anteriores

A análise aos quase 53 mil hectares consumidos pelas chamas revela que a maior fatia corresponde a povoamentos florestais (45%), seguindo-se as áreas de mato (42%) e, por fim, os terrenos agrícolas (13%).

Apesar de o balanço atual ser o mais grave dos últimos quatro anos, os valores mantêm-se abaixo dos registados no ano de 2022. Nesse período homólogo, o país enfrentou 7.084 incêndios que destruíram 61.745 hectares, sendo este o último ano com números superiores aos atuais. Em contraste, no ano passado (2025), os primeiros sete meses contabilizaram menos ocorrências e danos, com 4.758 fogos e uma área ardida de 33.224 hectares.