Os atropelamentos em meio urbano no Porto provocaram 13 vítimas mortais, 24 feridos graves e 1 177 feridos leves entre os anos de 2019 e 2023. Os dados constam do diagnóstico do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS), documento que será submetido a votação na reunião do executivo municipal na próxima terça-feira para posterior consulta pública.
De acordo com o estudo, os sinistros com peões concentram-se na Baixa, no Centro Histórico, na Boavista, na frente marítima (Avenidas do Brasil e de Montevideu), no Polo da Asprela e em eixos radiais como a Avenida de Fernão de Magalhães e as Ruas do Amial, Costa Cabral e Fernandes Tomás.
Causas e relação com a infraestrutura
O relatório aponta que cerca de 16% dos atropelamentos ocorreram em interseções semaforizadas (equipadas com passadeiras), com incidência em vias como a Avenida de Fernão de Magalhães, Praça Mouzinho de Albuquerque e as ruas da Constituição, Damião de Góis, Fernandes Tomás e Carvalhido. O documento atribui estes acidentes ao excesso de velocidade dos veículos e a tempos de atravessamento pedonal insuficientes nos ciclos dos semáforos.
O PMUS relaciona ainda os acidentes com o estacionamento ilegal, notando que as zonas onde a infração é recorrente registaram 377 atropelamentos, que resultaram em três mortos e oito feridos graves.
Colisões, despistes e vias com maior mortalidade
O diagnóstico detalha também a sinistralidade associada a outras tipologias de acidentes no mesmo período de cinco anos:
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Colisões: Registaram-se 14 mortos, 34 feridos graves e 3 467 feridos leves. As vias mais afetadas foram a Estrada da Circunvalação, Avenida AEP e Via de Cintura Interna (VCI), além de arruamentos como a Avenida da Boavista e as ruas do Campo Alegre, Júlio Dinis, Constituição e Damião de Góis.
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Despistes: Provocaram 11 mortos, 13 feridos graves e 791 feridos ligeiros, ocorrendo predominantemente em troços sinuosos da VCI, nos nós de Francos e da A3, e em arruamentos da Baixa e da Foz, associados à velocidade excessiva.
No cômputo geral dos acidentes com vítimas mortais, o relatório destaca a VCI (oito mortos), a Estrada da Circunvalação (cinco mortos, três dos quais no Polo da Asprela), a Avenida de Fernão de Magalhães (quatro mortos) e a Avenida da Boavista (três mortos).
Fonte: Lusa.