A reconfiguração institucional, aprovada em Conselho de Ministros, foi oficializada esta segunda-feira no ISEP. O novo estatuto universitário entra em vigor já no próximo ano letivo com a introdução de doutoramentos e uma oferta educativa alargada.
O Instituto Politécnico do Porto passou oficialmente a designar-se Universidade Técnica do Porto. A transição para o subsistema universitário baseia-se num decreto-lei aprovado em Conselho de Ministros no passado dia 21 de maio, e a cerimónia de oficialização decorreu esta segunda-feira de manhã nas instalações do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP).
O evento contou com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro, do ministro da Educação, Fernando Alexandre, e do presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, além de outros decisores políticos nacionais e locais.
Nova oferta formativa já no próximo ano letivo
A mudança estatutária vai traduzir-se em impactos práticos imediatos no arranque do próximo ano letivo. Segundo antecipou o presidente da instituição, Paulo Pereira, a Universidade Técnica do Porto iniciará a sua atividade com:
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63 licenciaturas;
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75 mestrados;
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Pelo menos 8 doutoramentos;
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Uma nova escola de técnicos superiores profissionais.
Para Paulo Pereira, a nova universidade funcionará como “uma força transformadora” capaz de responder às mutações da sociedade.
Coesão territorial e ligação às empresas
De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, a aprovação desta reconfiguração integra-se numa estratégia de fortalecimento da rede de ensino superior e do sistema científico e tecnológico nacional, visando consolidar o ensino superior público e reforçar a coesão territorial. O foco principal da nova universidade estará na formação avançada, na investigação científica e na transferência de conhecimento para o tecido económico.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, após uma visita ao ISEP, referiu que a criação da nova instituição representa “uma nova lufada” e uma oportunidade para edificar uma universidade altamente vocacionada para a interação com a economia e as empresas. O chefe do Governo destacou o papel da instituição na captação de talento e na adequação da formação às necessidades do tecido produtivo, aproveitando a “bagagem” que transitou do Politécnico do Porto.
Por sua vez, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, sublinhou que este passo vai conferir “novas capacidades para responder aos desafios da região, do país, da Europa”, aumentando a relevância da instituição para as populações.
Uma cidade “fundada na ciência”
O presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, classificou a transição como um momento de “significado profundo” para a instituição, para a cidade, para a região Norte e para o país. O autarca defendeu que “uma cidade com universidades fortes é uma cidade mais livre, mais qualificada e mais preparada para o futuro”.
Pedro Duarte salientou que o município pretende construir um modelo assente na ciência, na inovação, na tecnologia, na cultura, na criatividade e no talento. O autarca enfatizou ainda a urgência de fixar os cidadãos mais jovens na região, atrair investimento qualificado, apoiar o tecido empresarial e otimizar os serviços públicos para responder aos desafios urbanos, sociais e ambientais em curso.