No âmbito da edição 2025 das Bolsas de Doutoramento Nuno Grande (BDNG) distinguiram-se três jovens médicos cujos trabalhos se focam nas áreas do envelhecimento, nas doenças inflamatórias crónicas ou insuficiência cardíaca. Estas bolsas são uma iniciativa promovida pela Fundação Bial, pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) e pela família de Nuno Grande que, pela primeira vez, decidiu alargar a edição a todas as universidades portuguesas. Cidadãos nacionais ou estrangeiros, licenciados ou mestres em Medicina estão elegíveis.
As Bolsas Nuno Grande, criadas em 2022, homenageiam nomes ímpares da medicina e da investigação biomédica em Portugal. O objetivo de cada edição é eleger três projetos de excelência, apoiando assim a formação avançada de médicos investigadores e a ligação entre a prática clínica, ensino e ciência.
Entre os trabalhos referidos, está o de Daniela Oliveira, médica reumatologista da Unidade Local de Saúde (ULS) de Entre Douro e Vouga e docente da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP). A intenção do estudo passa por aprofundar a relação entre o intestino e a inflamação articular em doentes com espondilartrites – grupo de doenças reumáticas inflamatórias crónicas frequentemente associado a manifestações extra-articulares, nomeadamente a doença inflamatória intestinal.
Será também distinguido Francisco Almeida, estudante de doutoramento do ICVS/Escola de Medicina da Universidade do Minho e médico interno de neurorradiologia da ULS Santo António, pelo seu estudo sobre sinais precoces ligados ao risco de demência.
Por último, Francisco Vasques-Nóvoa, médico da ULS São João e docente da FMUP, é valorizado pelo seu projeto que propõe uma nova forma de compreender a inflamação no coração, considerando dois eixos fundamentais: a intensidade da resposta inflamatória e a sua duração ao longo do tempo.
A cerimónia de entrega das respetivas bolsas, no valor de 25 mil euros, vão ser entregues hoje às 15h00 no Edifício Abel Salazar, no Porto.