A greve nacional dos trabalhadores da saúde, que decorre esta sexta-feira, 19 de junho, está a registar uma adesão global que oscila entre os 60% e os 85%. Segundo os primeiros dados avançados pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (STFPSSRA), vários serviços hospitalares atingiram mesmo paragens totais de 100%.

Ao nível regional, o sindicato aponta para uma adesão entre os 60% e os 70% na região Norte, enquanto no Sul do país os valores parciais já recolhidos escalam para fasquias entre os 80% e os 85%.

Serviços mínimos asseguram urgências; consultas fortemente afetadas

O impacto da paralisação está a fazer-se sentir de forma expressiva no funcionamento dos hospitais, com as equipas a trabalharem, em larga escala, apenas com os recursos estipulados pelo Tribunal Arbitral para assegurar a segurança dos doentes.

De acordo com o balanço sindical, o cenário nos hospitais divide-se assim:

  • Serviços mínimos garantidos: Urgências, blocos operatórios de urgência, serviços de medicina intensiva, esterilização e internamentos estão operacionais salvaguardando os mínimos legais.

  • Consultas externas: Não têm serviços mínimos assegurados, encontrando-se paradas, com exceção dos casos em que existem tratamentos continuados já em curso.

As reivindicações do setor

A greve abrange todas as carreiras do setor da Saúde e foi convocada com o objetivo de pressionar o Governo a dar resposta a um caderno reivindicativo que se arrasta no tempo. Os trabalhadores exigem a abertura imediata de processos negociais, a melhoria das condições de trabalho, a dignificação e valorização das respetivas carreiras profissionais e o reforço urgente de contratações para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).