A Polícia de Segurança Pública (PSP) efetuou 38 detenções e registou uma diminuição de cerca de 9% no número de ocorrências de furto no interior de residências durante o primeiro semestre de 2026, em comparação com o período homólogo de 2025. Os dados, de caráter provisório e em consolidação, mostram a consolidação de uma tendência de descida que se verifica desde 2022.
No total dos primeiros seis meses deste ano, a PSP contabilizou 2303 crimes desta tipologia, o que representa menos 228 ilícitos do que no mesmo período do ano anterior.
Quebra motivada por menos furtos com arrombamento
A maior fatia da redução resultou dos furtos em residência praticados com arrombamento, escalamento ou chaves falsas. Neste segmento registaram-se 1471 crimes (menos 205 do que em 2025, o que equivale a uma descida de 12%), tendo sido efetuadas 31 detenções.
Já nos furtos em residência sem recurso a arrombamento, escalamento ou chaves falsas, contabilizaram-se 832 ocorrências (menos 23 casos, traduzindo uma descida de 3%), com a realização de 7 detenções.
Ameaça da criminalidade organizada e itinerante
A PSP sublinha que o combate a este fenómeno criminal continua a ser uma prioridade preventiva e de investigação, dado o impacto direto no sentimento de segurança e a violação de privacidade que causa aos cidadãos.
A força policial invoca também o relatório Serious And Organised Crime Threat Assessment (SOCTA) 2025, da Europol, que aponta para o impacto de grupos criminosos organizados e itinerantes. Estas redes deslocam-se entre regiões e países com o objetivo de perpetrar furtos em habitações, mantendo geralmente os mesmos métodos de intrusão.
Recomendações preventivas aos cidadãos
Apesar da descida dos números, a PSP deixa um conjunto de conselhos de prevenção à população:
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Trancar devidamente portas e janelas ao sair de casa, garantindo também o fecho de acessos comuns em prédios e garagens de condomínios;
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Simular a presença de moradores recorrendo a iluminação de presença ou roupa estendida;
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Evitar a divulgação de rotinas diárias e períodos de ausência nas redes sociais;
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Não guardar grandes quantias em dinheiro na habitação e manter joias em cofres;
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Alertar e comunicar de imediato às autoridades qualquer atitude ou viatura suspeita junto das residências.