A Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga inaugurou a primeira sala de bloco operatório híbrida do norte do país, um projeto que representou um investimento total na ordem dos 2,4 milhões de euros (valor que engloba a obra e os equipamentos). A nova valência alia as características de uma sala cirúrgica convencional a sistemas avançados de imagiologia médica, permitindo a realização de procedimentos de elevada complexidade sem que seja necessário transferir o doente.

Tecnologia de ponta e segurança de excelência

Com uma área útil de cerca de 58 metros quadrados, o novo bloco operatório obedece a critérios de segurança rigorosos, cumprindo os mais altos padrões de segurança elétrica. O espaço possui a certificação internacional ISO 5 para salas limpas, utilizando um sistema de fluxo de ar laminar que reduz significativamente a concentração de partículas na zona de intervenção, reforçando assim o controlo de infeções.

A nova sala híbrida está equipada com:

  • Uma mesa operatória compatível com sistemas de imagem;

  • Um angiógrafo de última geração, capaz de obter imagens avançadas em tempo real;

  • Um sistema de monitorização avançada;

  • Equipamentos dedicados à cirurgia convencional e a procedimentos invasivos;

  • Pendentes técnicos que evitam a habitual dispersão de cabos elétricos e carrinhos pelo chão.

Diogo Rocha, Diretor do Serviço de Manutenção da ULS Braga, sublinha que a grande vantagem deste investimento é reunir num só local a capacidade cirúrgica e a imagiologia avançada. “Esta integração permite às equipas acompanhar, em tempo real, o que está a acontecer, dispondo de informação imediata para orientar a intervenção, confirmar os resultados obtidos e, sempre que necessário, ajustar a estratégia no próprio momento”, explica. O diretor acrescenta ainda que a tecnologia possibilita uma abordagem mais flexível e, em certos casos, a opção por técnicas menos invasivas.

Para Américo Afonso, presidente do Conselho de Administração da ULS Braga, esta inauguração reflete a aposta na diferenciação clínica e o reforço tecnológico que a instituição tem vindo a promover. “A partir de hoje, o norte do país fica um pouco mais capaz de garantir aos utentes do Serviço Nacional de Saúde uma resposta mais completa, segura e eficaz”, conclui.