A região Norte vai receber mais 10% de fundos europeus no âmbito do programa Norte 2030, num reforço financeiro que ultrapassa os 1,4 mil milhões de euros destinados aos municípios da região.

O anúncio foi feito pelo presidente da CCDR-Norte, Álvaro Santos, que destacou ainda um reforço de cerca de 200 milhões de euros exclusivamente direcionados para políticas de habitação.

Segundo o responsável, o aumento resulta das adendas assinadas no âmbito da iniciativa Norte + Próximo, que percorreu as oito entidades intermunicipais da região entre abril e maio.

Entre os territórios abrangidos estão a Área Metropolitana do Porto, bem como as comunidades intermunicipais do Tâmega e Sousa, Douro, Cávado, Ave, Alto Minho, Alto Tâmega e Barroso e Terras de Trás-os-Montes.

No caso do Tâmega e Sousa, a dotação financeira passa agora para 206,1 milhões de euros, enquanto a Área Metropolitana do Porto sobe para 406 milhões.

O reforço na área da habitação inclui futuros avisos para habitação acessível e também para casas de função destinadas a profissionais como médicos, professores, forças de segurança e outros trabalhadores essenciais nos municípios.

Álvaro Santos revelou ainda que a CCDR-Norte está concentrada na aceleração da execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), sobretudo em projetos ligados ao parque escolar e à saúde.

Na área da saúde, a região Norte conta atualmente com 202 projetos aprovados, correspondentes a um investimento global de 243 milhões de euros.

O presidente da CCDR-Norte deixou também um alerta a cerca de uma dúzia de municípios da região relativamente à obrigatoriedade de revisão dos Planos Diretores Municipais até 30 de junho.

Segundo explicou, os municípios que não cumprirem os prazos poderão enfrentar a suspensão de licenciamentos em áreas urbanizáveis.