O Café Literário e a Revista “Orpheu Paredes” comemoraram, esta sexta-feira, oito anos. A autarquia de Paredes pretende dar continuidade ao trabalho feito. “Queremos que Paredes continue a ser um carrossel em termos culturais”, assumiu Beatriz Meireles, Vereadora da Cultura.

Cerca de 500 pessoas estiveram presentes no Centro Cultural de Paredes para comemorar a arte. A Vereadora da Cultura classifica esta noite como memorável e “com pessoas inesquecíveis”. Beatriz Meireles classifica o trabalho de oito anos como “uma montanha russa e, por vezes, um carrossel”, mas que quer que o município “continue a ser um carrossel em termos culturais”.

“Se a cultura fosse mais priorizada no mundo talvez não tivéssemos as situações que, hoje em dia, ocorrem e tivéssemos um mundo que fosse mais um carrossel e menos uma montanha russa. No fundo, deixamos de viver neste medo e seríamos mais corajosos, criadores, artistas e poetas”, frisa a Vereadora com o pelouro da Cultura.

Francisco Leal, vice-presidente, também esteve presente nas comemorações, ao assinar os protocolos do Plano Nacional das Artes, com os Agrupamentos de Escolas de Cristelo, Daniel Faria – Baltar, Vilela e Escola Secundária de Paredes.
O autarca acredita que ambas as iniciativas ganharam maturidade e que o público se revê nos projetos.
O aniversário contou ainda com a presença de vários elementos ligados à cultura e à arte. Um deles António Victorino D’ Almeida. O maestro deixou duras críticas ao que se passa na capital. Questionado sobre a aposta do município de Paredes na pasta da cultura, António Victorino D’Almeida assumiu: “Lisboa está, cada vez, pior. É a capital mais atrasada da Europa”. Referiu-se a Paredes como uma “terra pequena”, mas que consegue encher uma “sala magnífica como esta”, comparou.
A 8.ª edição da revista “Orpheu Paredes” faz uma viagem pela cultura local em colaboração com mais de uma centena de pessoas. Esta aborda temas diferentes, como o “patrimônio, a história, a etnografia e a poesia”, entre outros assuntos. É um trabalho de, praticamente, um ano.


A revista pode ser adquirida na Biblioteca Municipal de Paredes, a partir de segunda-feira. Para já, não tem qualquer custo associado.