Os dois cidadãos estrangeiros detidos na Maia e em Lisboa, por suspeita de envolvimento no tráfico de duas crianças oriundas de um país africano, ficaram sujeitos à medida de coação de obrigação de apresentação quinzenal a uma autoridade policial.

A informação foi confirmada por fonte da Polícia Judiciária (PJ) à agência Lusa, na sequência do primeiro interrogatório judicial a que os detidos foram submetidos. Ficou igualmente determinado que um dos suspeitos, por viajar para o estrangeiro, terá de informar antecipadamente o período de ausência e a nova morada.

Os homens, de 30 e 41 anos, estão fortemente indiciados pela prática dos crimes de tráfico de pessoas, auxílio à imigração ilegal e falsificação ou contrafação de documentos, em factos que remontam a junho de 2024.

Crianças viajavam com passaportes falsos

A investigação da PJ teve início com a chegada de um dos suspeitos ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, na companhia de um casal de irmãos, de 9 e 11 anos, oriundos de um país da África Ocidental, com os quais não tinha qualquer relação de parentesco.

De acordo com o comunicado da PJ, as vítimas encontravam-se “constrangidas e instrumentalizadas para não revelarem pormenores acerca da sua origem e respetivo agregado familiar”. Os menores viajavam com passaportes falsificados destinados a atestar uma inexistente relação familiar com o segundo suspeito, sendo o seu destino final outro país da União Europeia.

Na operação que culminou nas detenções efetuadas nas cidades da Maia e de Lisboa, as autoridades apreenderam ainda diverso material relevante para o prosseguimento da investigação.