As câmaras municipais do Porto e de Vila Nova de Gaia anunciaram esta terça-feira, dia 23 de junho, o projeto para a construção de uma nova ponte pedonal e ciclável sobre o rio Douro. A infraestrutura terá um custo estimado de 25 milhões de euros, montante que será repartido em partes iguais por ambos os municípios, prevendo-se que a obra esteja concluída até ao final do ano de 2029.

A futura travessia será implantada entre a Ponte Luiz I e a Ponte da Arrábida, localizando-se a aproximadamente 350 metros a jusante da Ponte Luiz I. Segundo especificou o engenheiro Bento Aires, presidente da Ordem dos Engenheiros – Região Norte e responsável por presidir ao júri, o vão projetado para a estrutura será de 250 metros, acompanhando a largura do leito do rio naquela área específica. Até ao final do corrente ano, será lançado um concurso público de conceção/construção, limitado por prévia qualificação, com vista a assegurar a seleção de equipas técnicas qualificadas.

A assinatura do memorando de entendimento e de cooperação entre os dois municípios decorreu na Casa do Infante, no Porto. Na cerimónia, o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, e o presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, sublinharam que a infraestrutura visa melhorar a mobilidade e a qualidade de vida dos habitantes das duas cidades, além de contribuir para aliviar o fluxo turístico que atualmente se regista na Ponte Luiz I.

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Pedro Duarte referiu que a estimativa atual dos serviços técnicos aponta para um prazo de execução de três anos e meio (final de 2029), ressalvando que os prazos dependem do cumprimento dos procedimentos e concursos legais. O autarca do Porto assinalou ainda que o projeto atual surge num momento de maturidade dos executivos, aludindo ao plano “Travessia para uma Década” que tinha sido delineado pelo homólogo de Gaia em 2011.

Por seu turno, Luís Filipe Menezes destacou o potencial da multiplicação de travessias entre as duas margens e manifestou a expectativa de que o projeto resulte numa obra de arte assinada por engenheiros e arquitetos nacionais. Relativamente à Ponte Maria Pia, estrutura ferroviária desativada desde 1991 e sob tutela da Infraestruturas de Portugal (IP), ambos os municípios informaram que continuam a estudar alternativas para o seu futuro.