Uma mulher de 55 anos foi detida na tarde desta quarta-feira por suspeita da prática do crime de tráfico de estupefacientes, na sua forma agravada. A detenção ocorreu no Estabelecimento Prisional do Porto quando a suspeita tentava entregar drogas sintéticas ao próprio filho, que se encontra ali recluso.
A operação foi levada a cabo pela Polícia Judiciária (PJ), através da Diretoria do Norte, em estreita colaboração com a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.
Papel “vulgar” pulverizado com droga
O esquema foi intercetado durante a verificação dos artigos que a visitante pretendia entregar ao filho. As autoridades detetaram duas folhas de papel de aspeto “aparentemente vulgar”, mas que se encontravam ocultas e num “cenário totalmente descontextualizado”, adiantou a PJ em comunicado.
Face à recorrência deste modus operandi no tráfico de estupefacientes nas prisões, a Judiciária procedeu à análise laboratorial do material. Os testes confirmaram que os papéis tinham sido pulverizados com um potente canabinoide sintético, o que motivou a imediata detenção da mulher de 55 anos.
Proliferação perigosa nas cadeias
A Polícia Judiciária emitiu ainda um alerta sobre a crescente proliferação destas substâncias (criadas em laboratórios clandestinos espalhados por vários países) em ambiente prisional, onde têm grande procura junto de reclusos com histórico de adição a drogas.
Embora o seu objetivo seja imitar os efeitos da canábis, as autoridades sublinham que o impacto no organismo é “extremamente nefasto e algo imprevisível”, constituindo uma ameaça séria à integridade física e psíquica dos consumidores.
A detida será agora presente ao juiz de instrução criminal em primeiro interrogatório para a aplicação das respetivas medidas de coação.