Arrancaram esta terça-feira os trabalhos de demolição e remoção de estruturas na Praia do Ourigo, no Porto, mais de dez anos após terem sido anunciados. A empreitada é assumida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), através da Administração da Região Hidrográfica do Norte, e tem um prazo de conclusão previsto de 20 dias, com um custo financeiro associado de cerca de 51 mil euros.
O início dos trabalhos no terreno foi acompanhado pelo presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, pela ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, e pelo presidente da APA, José Pimenta Machado. A intervenção decorre na sequência de uma ordem anterior da APA, que determinou a suspensão da obra do bar do Ourigo e a sua consequente demolição, por considerar a estrutura incompatível com a proteção do domínio público marítimo numa zona costeira considerada vulnerável.
Pedro Duarte, presidente da autarquia portuense, sublinhou que a concretização da obra, que considera beneficiar quem usa, vive ou visita a cidade, resultou de “vontade política”, apontando que “não foram as regras e as burocracias que mudaram”. O autarca destacou o empenho do Município, do Governo e da APA em remover o entulho do local e manifestou a intenção de realizar uma intervenção semelhante na zona do Edifício Transparente, com o objetivo de devolver esse espaço à cidade.

A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, também assinalou o atraso de uma década no processo, questionando a complexidade dos trâmites administrativos para uma intervenção que considerou necessária por razões ambientais, de segurança e estéticas. A governante classificou o custo da obra como “barato” face ao valor acrescentado que trará à praia.
Por fim, o presidente da APA, José Pimenta Machado, referiu-se a um atraso de duas semanas para o arranque efetivo dos trabalhos, mas reiterou a importância de libertar a praia, lembrando que o espaço se insere no domínio público.