A repetição do julgamento do processo de doping da extinta equipa de ciclismo W52-FC Porto, bem como a consequente reformulação do acórdão, vai ter início no dia 15 de dezembro, às 09h15. Por questões de espaço, as sessões voltam a realizar-se no pavilhão anexo ao Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira, segundo determina um despacho do Tribunal de Penafiel a que a agência Lusa teve acesso.

A reabertura do processo foi determinada em setembro pelo Tribunal da Relação do Porto (TRP), na sequência de um recurso interposto pelo dono da equipa, Adriano Quintanilha, e pela Associação Calvário Várzea Clube de Ciclismo. O TRP considerou ilegal a prova do depoimento prestado pelo ex-diretor desportivo Nuno Ribeiro no primeiro julgamento, uma vez que este leu uma declaração escrita previamente preparada. Com exceção de três dos absolvidos na primeira instância, todos os arguidos têm comparência obrigatória no início da nova audiência.

Em dezembro de 2025, o Tribunal de Penafiel condenara Adriano Quintanilha e Nuno Ribeiro a penas efetivas de quatro anos e nove meses no âmbito do processo Prova Limpa, que envolve 26 arguidos. A primeira instância concluiu que Quintanilha planeou a rede de doping na equipa e controlava os pagamentos das substâncias. Durante as declarações prestadas a 18 de novembro de 2024, Nuno Ribeiro afirmara que o doping era financiado e incentivado pelo dono da equipa.

Entretanto, a defesa de Nuno Ribeiro confirmou à Lusa que o ex-diretor desportivo irá prestar novamente declarações nos termos legais durante este novo julgamento. No processo original, os ex-ciclistas João Rodrigues, Rui Vinhas, Ricardo Mestre, Samuel Caldeira, Daniel Mestre, José Neves, Ricardo Vilela, Joni Brandão, José Gonçalves, Jorge Magalhães e André Freitas foram condenados a penas suspensas inferiores a dois anos e meio.