A coordenadora da Proteção Civil de Santo Tirso garantiu, em tribunal, ter sido “diligente” e feito “o que devia” no caso do incêndio que matou 92 animais num abrigo ilegal na serra da Agrela. O julgamento começou esta terça-feira, no Tribunal de Matosinhos, e são cinco os arguidos. 

O Tribunal de Matosinhos começou a julgar o caso do abrigo ilegal, onde 92 animais – 88 cães e quatro gatos – morreram a proposito de um incêndio em 2020. O incidente aconteceu entre 17 e 19 de julho, tendo iniciado em Valongo e consumido uma parte da serra de Agrela. 

Em causa estão mais de 200 crimes de maus-tratos e maus-tratos agravados a animais de companhia. A coordenadora da Proteção Civil da autarquia, o veterinário municipal, as donas do canil (mãe e filha) estão a ser julgados. Além destes, também a dona de um outro canil que se encontrava ilegal e era vizinho do primeiro. 

“Eu sinalizei os abrigos como pontos sensíveis quando vi que não estavam sinalizados”, referiu a Coordenadora da Proteção Civil. 

A Coordenadora da Proteção Civil deixou o cargo dois anos depois do incidente e garantiu ter sinalizado os dois canis. 

Já a dona do “Cantinho das Quatro patas” admitiu, na sessão desta manhã, que o espaço era ilegal, mas que tentou “várias vezes” legalizar e admitiu ter recebido visitas do veterinário municipal. A arguida admitiu ainda que alguns dos animais que abrigava “estavam presos com cadeados” para “não se matarem uns aos outros”, e que “muitos dos animais” não estavam vacinados.

Em relação aos outros arguidos, dois não quiseram prestar declarações e um falou por razões médicas.