O Governo prolongou até ao dia 31 de agosto o prazo para a utilização do cheque-livro, alargando por mais nove semanas a validade de um programa cuja data limite inicial estava fixada para 30 de junho de 2026. A medida foi anunciada pela ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, durante a abertura do festival “Babell – Cidade-Livro”, na cidade do Porto.
Esta segunda edição da iniciativa, que teve início em janeiro deste ano, é direcionada a jovens residentes em Portugal nascidos nos anos de 2007 e 2008. O programa disponibiliza um voucher no valor de 30 euros — um aumento de 50% face aos 20 euros estipulados na primeira edição — para a aquisição de obras literárias em livrarias aderentes. Atualmente, as novas regras permitem ainda a compra de livros de valor inferior ao total do cheque, cenário que não era salvaguardado no modelo anterior.
Segundo os dados oficiais divulgados pela tutela, já foram emitidos 40.663 cheques-livro na presente edição, aproximando-se do registo total da edição transata, que contabilizou 47.651 emissões. A taxa de utilização do apoio situa-se nos 72%, sendo os concelhos de Lisboa, Maia, Vila Nova de Gaia, Porto e Braga aqueles que apresentam maior volume de emissões.
Para aceder ao apoio financeiro, os jovens abrangidos devem efetuar o pedido através da plataforma digital oficial do programa (www.chequelivro.gov.pt). O cheque fica disponível para utilização imediata após a emissão. A operacionalização do Cheque-Livro resulta de um trabalho conjunto entre o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, o Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais e o Fundo de Fomento Cultural.