Faz precisamente quatro anos do maior conflito armado na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.  Mais de mil dias desde que Vladimir Putin decidiu lançar uma invasão militar, em larga escala, na Ucrânia. Passado este tempo, o país ucraniano tem mostrado resistência. 

Foi a 24 de fevereiro de 2022 que o mundo assistiu a um acontecimento capaz de mudar a geopolítica internacional. A invasão consistia numa operação especial para proteger Donbass, terra ambicionada pela Rússia desde 2014, o ano em que Moscovo invadiu a Crimeia. Para Vladimir Putin, o objetivo era claro – proteger as pessoas que têm sido sujeitas a bullying genocida pelo regime de Kiev durante oito anos. 

Após os bombardeamentos, o mundo foi rápido a reagir. Os pedidos de um cessar-fogo não demoraram. Tudo, em vão. 

A guerra causou centenas de milhares de mortos, milhares de deslocados e um rasto de destruição em várias cidades ucranianas e russas. 

Passados quatro anos, o conflito continua longe do fim. 

O Presidente ucraniano, garantiu esta terça-feira que os objetivos russos não foram alcançados. 

“Putin não alcançou os seus objetivos. Não quebrou o povo ucraniano. Não ganhou esta guerra (…) Preservámos a Ucrânia e tudo faremos para alcançar a paz e para que a justiça seja feita. Queremos paz, uma paz forte, digna e duradoura“, refere Zelensky num vídeo. 

Os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia vão participar na cerimónia oficial, em Kiev, e visitar uma infraestrutura energética bombardeada pela Rússia, antes de se reunirem com Zelensky. 

António Costa e Ursula von der Leyen já se tinham deslocado, o ano passado, à Ucrânia.