Uma propriedade localizada em Amarante, no distrito do Porto, foi esta terça-feira, 23 de junho, o cenário de uma operação que poderá ser uma das maiores ações de salvamento animal alguma vez realizadas em Portugal. De acordo com a CNN Portugal, cerca de 250 cães de várias raças de pequeno porte foram resgatados do local, onde seriam alegadamente utilizados para reprodução e posterior venda através de plataformas digitais.
A intervenção mobiliza um vasto conjunto de entidades locais e nacionais, nomeadamente:
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A Direção-Geral da Alimentação e Veterinária (DGAV);
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A Guarda Nacional Republicana (GNR);
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Elementos do IRA – Intervenção e Resgate Animal;
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Equipas de veterinários e a Câmara Municipal de Amarante.
Segundo a CNN Portugal, o cenário encontrado divide-se entre o interior da habitação, onde foram localizados cerca de 50 cachorros recém-nascidos, e o terreno envolvente da propriedade, onde se encontravam aproximadamente 200 cães adultos destinados a assegurar a continuidade do negócio. As condições de grande insalubridade alarmaram as autoridades, uma vez que os animais se encontravam alegadamente a dormir sobre os próprios dejetos e alguns demonstravam sinais visíveis de desnutrição. Entre as raças resgatadas encontram-se exemplares de Yorkshire Terrier, Cavalier King Charles Spaniel e Buldogue.
Para já, foi identificada uma mulher como proprietária da habitação e principal responsável pela exploração. Contudo, de acordo com a CNN Portugal, as autoridades não excluem a possibilidade de existirem mais pessoas envolvidas, tendo em conta o elevado número de animais e a dimensão da atividade.

Origem da Investigação: A investigação terá tido origem na denúncia de um homem que pretendia adquirir um cão no local. Ao deparar-se com o estado em que os animais viviam, o potencial comprador desistiu do negócio e alertou as autoridades. Segundo a CNN Portugal, a situação já seria, no entanto, do conhecimento de residentes da zona e das próprias autoridades, que já tinham realizado diligências anteriores.
Nas redes sociais, o IRA – Intervenção e Resgate Animal repudiou a situação, afirmando que o espaço servia o propósito único do “comércio de raças da moda” online, transformando as fêmeas em “máquinas de reprodução para um negócio altamente lucrativo”. A organização lançou um apelo urgente a pedir famílias de acolhimento temporário em Lisboa e no Porto, assim como apoio para as despesas com alimentação e cuidados veterinários.
De acordo com a CNN Portugal, o destino final dos cães ainda não foi divulgado. A operação continua a decorrer e os animais estão a ser avaliados por médicos veterinários para determinar o seu estado de saúde. A DGAV ainda não avançou com informações adicionais, mas a escala da intervenção já fixa este caso entre as maiores ações de resgate animal registadas no país.