O Gabinete de Recuperação de Ativos (GRA) da Polícia Judiciária (PJ) concluiu duas investigações patrimoniais e financeiras que resultaram no arresto e apreensão de bens e valores avaliados em cerca de 15 milhões de euros. As ações surgem no âmbito de dois processos-crime conduzidos pela Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes, em colaboração com o Ministério Público, por crimes de tráfico de estupefacientes, associação criminosa e branqueamento de capitais.

No primeiro processo, centrado no património incongruente de cinco arguidos, foram calculadas vantagens ilícitas superiores a 25,6 milhões de euros. Para evitar a dissipação dos bens a favor do Estado, o Ministério Público determinou o arresto preventivo de um total de 12,7 milhões de euros. As medidas permitiram acautelar 93 imóveis (avaliados em 12,3 milhões de euros), quatro veículos (236 mil euros), 90 produtos financeiros (167 mil euros) e 29 participações sociais (53 mil euros). O processo encontra-se em fase de instrução no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa.

Segunda investigação atinge 15 arguidos em fase de julgamento

A segunda investigação incide sobre 15 arguidos cuja acusação foi deduzida em dezembro de 2025, estando o processo já em fase de julgamento no Juízo Central Criminal de Lisboa.

Neste processo, foram efetuadas oito buscas (quatro domiciliárias e quatro não domiciliárias) que resultaram na apreensão de seis imóveis, avaliados em 542 mil euros, e dois veículos pesados de mercadorias (TIR) no valor de 58 mil euros. Paralelamente, foram executados 42 arrestos cobrindo 27 veículos (455 mil euros), cinco imóveis (848 mil euros), duas participações sociais (62 mil euros) e oito produtos financeiros (28 mil euros).

No total deste segundo caso, os bens arrestados e apreendidos perfazem cerca de dois milhões de euros. A execução das medidas judiciais contou com o apoio de 52 elementos da Polícia Judiciária de outras unidades, em estrita articulação com o DCIAP e o TCIC.