A Direção-Geral da Saúde (DGS) lançou um guia com recomendações para prevenir afogamentos, alertando que o aumento das temperaturas leva a uma maior frequência de praias, rios, barragens e piscinas, elevando a exposição da população ao risco. A autoridade de saúde sublinha que fatores como o calor, a fadiga e a desidratação podem diminuir a perceção do perigo e incentivar comportamentos menos seguros em meio aquático.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o afogamento figura entre as dez principais causas de morte entre os 5 e os 24 anos. Em Portugal, dados da Autoridade Marítima Nacional indicam que, entre 1 de maio e 31 de julho, 17 pessoas morreram nas praias, período no qual se contabilizaram 868 salvamentos e 1 606 ações de primeiros socorros.
Grupos vulneráveis e fatores de risco
A DGS identifica como grupos de maior risco as crianças entre 1 e 4 anos, jovens com reduzidas competências de natação, e adolescentes ou jovens adultos que adotam comportamentos arriscados, como saltar em locais perigosos ou tentar atravessar grandes distâncias a nado. Estão também vulneráveis pessoas com 50 ou mais anos, doentes crónicos e indivíduos sob o efeito de álcool ou substâncias psicoativas.
Entre os principais fatores que aumentam o risco estão o estado adverso do mar, correntes, profundidade desconhecida, locais sem vigilância e o acesso desprotegido a poços, lagoas ou piscinas.
Principais recomendações por faixa etária
A autoridade de saúde aconselha a população a frequentar apenas zonas balneares vigiadas, respeitar os nadadores-salvadores, entrar gradualmente na água após exposição ao calor e verificar a existência de obstáculos antes de qualquer mergulho. É também recomendado evitar nadar sozinho, não consumir álcool antes de atividades aquáticas, usar colete de salvação em desportos náuticos e manter uma hidratação adequada à sombra.
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Crianças até aos 4 anos: Devem permanecer sob supervisão direta de um adulto “à distância de um braço”. A vigilância não deve ser delegada noutras crianças e os adultos devem evitar distrações como o telemóvel.
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Jovens dos 15 aos 24 anos: Não devem mergulhar em locais desconhecidos nem sobrestimar a sua capacidade física.
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Pessoas com 50 ou mais anos e doentes crónicos: Devem reforçar a ingestão de água, evitar entrar na água bruscamente após apanhar sol e não nadar sem companhia.
Processo rápido e silencioso
A DGS alerta que o afogamento é, na maioria das vezes, um processo rápido e silencioso. A pessoa em aflição pode não conseguir gritar, apresentando movimentos descoordenados, cabeça inclinada para trás com a boca ao nível da água, olhar desorientado ou desaparecimento súbito. Perante uma emergência, deve manter-se a calma, avisar de imediato o nadador-salvador e ligar para o 112.