Um homem de 64 anos foi constituído arguido pelos crimes de homicídio por negligência e omissão de auxílio, na sequência de um atropelamento mortal com fuga ocorrido no concelho de Matosinhos. A vítima foi uma mulher de 82 anos que acabou por falecer em consequência dos ferimentos sofridos no embate.
O acidente de viação ocorreu no dia 15 de julho. Face à fuga do condutor do local, o Núcleo de Investigação de Crimes em Acidentes de Viação (NICAV) do Destacamento de Trânsito do Porto da GNR desencadeou de imediato diligências de investigação criminal.
Veículo localizado em tempo recorde
A rápida intervenção dos militares permitiu, num curto espaço de tempo, identificar o presumível autor do atropelamento e localizar a viatura interveniente no acidente. A constituição como arguido efetivou-se no dia seguinte, 16 de julho, tendo os factos sido remetidos ao Tribunal Judicial de Matosinhos.
GNR apela à memorização de matrículas em caso de fuga
A Guarda Nacional Republicana aproveitou a ocasião para lembrar que todos os condutores têm o dever de permanecer no local de um acidente e colaborar com as autoridades. A força de segurança sublinha que a fuga de um sinistro do qual resultem vítimas (feridos ou mortos) pode configurar, em abstrato, a prática do crime de omissão de auxílio.
A GNR deixa ainda um apelo à população: sempre que um cidadão presencie a fuga de uma viatura envolvida num acidente, deve procurar recolher e memorizar os elementos cruciais para a sua identificação, como a matrícula, cor, marca e modelo do carro, comunicando essa informação às autoridades com a maior brevidade possível.