A Polícia de Segurança Pública (PSP) emitiu um aviso urgente à população devido a um aumento significativo de burlas por telefone. O esquema envolve criminosos que se fazem passar por colaboradores de instituições bancárias. Só no passado dia 7 de julho, a PSP registou 24 ocorrências deste tipo num único dia, o que demonstra o crescimento exponencial deste crime.
Os burlões recorrem à técnica de spoofing, uma manipulação tecnológica que mascara o número de telefone de origem, fazendo com que apareça no ecrã da vítima o nome ou o número legítimo do banco. Em outros casos, o contacto inicial é feito através de telemóveis comuns.
Como funciona o esquema?
O golpe desenvolve-se geralmente em três passos:
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Falso alerta por SMS: A vítima recebe uma mensagem que parece ser do seu banco, alertando para “movimentações suspeitas” na conta;
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Falsa urgência: O SMS pressiona a vítima a ligar imediatamente para uma suposta linha de apoio de 24 horas indicada na mensagem;
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Manipulação telefónica: Do outro lado, um falso funcionário, com discurso calmo e muito profissional, convence a vítima a transferir o dinheiro para uma “conta de segurança” temporária para proteger o saldo. Essa conta pertence, na verdade, aos criminosos.
Conselhos essenciais de segurança
Para evitar ser vítima deste golpe, a PSP recomenda:
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Não ligue para números de SMS: Utilize sempre os contactos oficiais que estão no site do banco ou no verso do seu cartão;
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Não existem “contas de segurança”: Nenhum banco pede a transferência de fundos para outras contas para os proteger;
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Desconfie de chamadas do “banco”: Como o identificador de chamadas pode ser falsificado (spoofing), desconfie sempre. Desligue e ligue de volta para o número oficial;
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Nunca partilhe dados confidenciais: O banco nunca solicita códigos de acesso, PINs ou coordenadas do cartão matriz por telefone ou SMS.
Caso suspeite ter sido alvo de burla, mude imediatamente as credenciais de acesso ao homebanking, contacte o banco para bloquear cartões e apresente queixa formal na polícia.