A medida pretende reforçar a proteção financeira das famílias e reduzir o risco de incumprimento perante o aumento do custo de vida e das prestações bancárias.
Segundo a informação avançada, os bancos passam a ter limites mais apertados na avaliação da capacidade financeira dos clientes antes da concessão de crédito habitação.
A taxa de esforço corresponde à percentagem do rendimento mensal destinada ao pagamento de créditos e encargos financeiros.
Com esta alteração, as instituições financeiras terão de garantir que os clientes mantêm maior margem financeira disponível após o pagamento da prestação da casa.
O objetivo do Banco de Portugal passa por evitar situações de sobre-endividamento, sobretudo num contexto de taxas de juro ainda elevadas e pressão sobre os rendimentos das famílias.
As novas orientações poderão tornar mais difícil o acesso ao crédito para alguns agregados, especialmente jovens e famílias com rendimentos mais baixos.
Ainda assim, o regulador considera que a medida é importante para preservar a estabilidade financeira e evitar riscos futuros no mercado da habitação.