A Polícia de Segurança Pública registou, desde o início do ano e até 22 de abril, 10.616 infrações por excesso de velocidade, o que corresponde a uma média diária de cerca de 95 condutores apanhados em incumprimento.
Entre estas infrações, 680 foram consideradas muito graves, 7.616 graves e 2.320 leves, números que resultam do reforço das ações de fiscalização rodoviária em todo o país.
A PSP alerta que o excesso de velocidade continua a ser um dos principais fatores de risco na sinistralidade rodoviária, aumentando significativamente a probabilidade de acidentes com vítimas mortais. Num atropelamento, por exemplo, a probabilidade de morte de um peão sobe de 10% a 30 km/h para 90% a 50 km/h.
Desde o início de 2026, foram registados 18.445 acidentes, que provocaram 30 mortos, 229 feridos graves e mais de 5.000 feridos leves. As vítimas mortais ocorreram em vários distritos, incluindo Porto, Lisboa e Coimbra.
A polícia sublinha que conduzir a maior velocidade reduz o tempo de reação e aumenta a distância necessária para travar, colocando em risco todos os utilizadores da estrada. Ainda assim, lembra que o ganho de tempo é reduzido: numa viagem de 20 quilómetros, aumentar de 50 para 60 km/h permite poupar apenas quatro minutos.
A PSP reforça o apelo a uma condução responsável, aconselhando os condutores a respeitar os limites de velocidade, evitar o consumo de álcool antes de conduzir, não utilizar o telemóvel ao volante e garantir que o veículo está em boas condições.
A mensagem é clara: a segurança rodoviária depende do comportamento de todos e o cumprimento das regras pode evitar acidentes graves e salvar vidas.