O Coliseu do Porto vai lançar, a partir de julho, o “Primeiro Box”, um ciclo de música inteiramente dedicado a bandas e artistas emergentes que residem, ensaiam e gravam na cidade do Porto. A iniciativa vai decorrer no Coliseu Box, a nova sala de média dimensão daquele emblemático espaço cultural, com capacidade para 500 lugares.
Segundo avançou a Agência Lusa, o projeto prevê a realização de três noites de concertos (em julho, setembro e outubro), num total de nove bandas e artistas selecionados. Cada atuação terá uma duração estimada entre 30 a 35 minutos.
O curador do ciclo, o músico, DJ e produtor João Vieira, explicou que o grande objetivo é mostrar novos talentos. Para o programador, pisar o palco do Coliseu do Porto trará um destaque crucial às carreiras destes projetos, ajudando-os a chegar a novos públicos, combinando nomes emergentes com alguns artistas que já arrastam mais seguidores.
Alinhamento de estilos e datas
O ciclo de concertos destaca-se pela sua diversidade cultural, cruzando sonoridades que vão desde o synth-pop ao hip-hop, passando pela eletrónica, folk e indie rock:
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6 de julho (Música Experimental, Ambient e Art-Pop): Astra Vaga, Calcutá e Evaya.
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21 de setembro (Hip-Hop e Sons Urbanos): Ed, João Não & Lil Noon e Rodrigo 13.
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12 de outubro (Rock Alternativo): Conferência Inferno, Marquise e Summer of Hate.
Apoio local e continuidade garantida
Para o presidente do Coliseu do Porto, Miguel Guedes, o “Primeiro Box” cumpre a missão de abrir o espaço a projetos vitais da nova música, assumindo que é “muito bonito” que o palco se “dessacralize” para receber quem está a começar. O responsável adiantou ainda que a iniciativa é para repetir nos próximos dois anos.
Presente na apresentação do ciclo, o vereador da Cultura da Câmara Municipal do Porto, Jorge Sobrado, sublinhou o facto de estas nove bandas poderem pisar o “solo sagrado da música do Porto”. O autarca destacou que o Porto é atualmente uma “cidade caleidoscópica”, com hábitos e experiências culturais muito diversas, devendo a oferta cultural corresponder a essa mesma biodiversidade de públicos.