A Câmara Municipal de Valongo vai assumir até agosto os custos de funcionamento da Casa do Xisto, projeto dedicado à inclusão de pessoas com deficiência através das artes, após o término do financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
A decisão, aprovada por unanimidade pelo executivo municipal, representa um investimento superior a 138 mil euros e destina-se a garantir os salários dos 16 profissionais envolvidos na iniciativa.
Segundo a autarquia, o projeto apoia regularmente 20 adultos e 20 crianças, números que aumentam em períodos de férias escolares, abrangendo dezenas de jovens e famílias adicionais.
A estrutura acompanha ainda cerca de 40 famílias de forma contínua e outras 47 pontualmente, mantendo atualmente listas de espera para novos participantes.
O presidente da Câmara, Paulo Esteves Ferreira, criticou a falta de apoio estatal, revelando que o município tentou assegurar financiamento junto do Governo antes do fim do PRR, sem sucesso.
Criada em 2015, a Casa do Xisto evoluiu de projeto-piloto para resposta permanente, sendo atualmente designada Escola do Xisto – O nosso mundo.
A iniciativa promove atividades artísticas, desportivas e oficinas adaptadas, com foco na autonomia, inclusão social e desenvolvimento de competências pessoais e profissionais.
O município estima que os encargos anuais do projeto ascendam a 325 mil euros, reforçando a importância da continuidade desta resposta social no concelho.