Um projeto desenvolvido pela Associação Portuguesa de Crianças Sobredotadas está a transformar a experiência escolar de alunos com altas capacidades numa escola da Maia, ajudando crianças e adolescentes que enfrentavam tédio nas aulas, isolamento social e, em alguns casos, problemas emocionais graves.

Muitos destes estudantes são frequentemente rotulados como “nerds”, “cromos”, “Einsteins” ou “sabichões”, estigmas que, segundo a presidente da associação, Marcela Rios, podem ter consequências profundas no percurso escolar e pessoal. Em situações mais extremas, alerta, alguns jovens acabam por abandonar a escola, desenvolver comportamentos aditivos ou enfrentar problemas de saúde mental.

Aluno a realizar cálculos matemáticos | Foto: Yan Krukau, Pexels

 

Em Portugal, a resposta educativa a estes alunos está enquadrada no Decreto-Lei n.º 54/2018, que regula a educação inclusiva, mas não existe legislação específica dedicada às necessidades particulares de estudantes com altas capacidades.

Associação Portuguesa de Crianças Sobredotadas acompanha atualmente entre 200 e 300 crianças por ano em todo o país.

 

Lusa