A FIFA aumentou significativamente o preço dos bilhetes para o Mundial de 2026, com destaque para a final da competição, cujo valor máximo pode agora chegar aos 10 mil 990 dólares, cerca de 9 mil e 500 euros.
A subida aconteceu na reabertura da venda de bilhetes, que ficou também marcada por várias falhas técnicas no processo de compra. Comparando com dezembro, altura em que os bilhetes foram colocados à venda pela primeira vez, os preços registaram aumentos superiores a mil dólares em várias categorias. A FIFA está a aplicar um sistema de preços dinâmicos, o que significa que os valores variam consoante a procura e a disponibilidade, tornando os bilhetes cada vez mais caros.

O processo de compra gerou críticas por parte dos adeptos, com relatos de longas esperas e dificuldades de acesso ao site. Em alguns casos, utilizadores foram encaminhados para páginas de venda incorretas, sem explicação imediata por parte da organização. A FIFA acabou por garantir que os problemas foram corrigidos e explicou que os bilhetes restantes serão disponibilizados de forma faseada ao longo do torneio.
Esta é já a quinta fase de venda, sendo também a primeira em que os adeptos podem escolher lugares específicos nos estádios. Entretanto, o organismo revelou que a procura tem sido extremamente elevada, com pedidos que, segundo o presidente Gianni Infantino, equivalem a mil edições do Mundial.
A política de preços e o acesso aos bilhetes têm gerado críticas a nível internacional, com responsáveis políticos e organizações de consumidores a alertarem para o risco de este vir a ser o Mundial mais caro e inacessível de sempre. Também o sistema de revenda tem levantado questões, já que a FIFA cobra uma taxa de 15 por cento tanto ao comprador como ao vendedor. Nas redes sociais, multiplicam-se as queixas de adeptos, sobretudo devido aos preços elevados e às dificuldades no processo de compra.