A Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa criou uma consulta de nutrição dedicada à fertilidade, com o objetivo de melhorar a saúde reprodutiva através de alterações alimentares. A iniciativa, lançada em março em Lousada, responde à crescente procura por soluções que promovam o bem-estar antes da conceção.

Segundo a diretora do serviço de nutrição, Isabel Gomes, a alimentação desempenha um papel determinante na fertilidade, sendo um dos fatores mais facilmente modificáveis. “Pequenas mudanças podem ter impacto direto na saúde reprodutiva”, sublinhou.

A consulta destina-se tanto a mulheres como a homens, destacando-se o impacto da nutrição em diferentes situações clínicas. Nos homens, défices de micronutrientes como zinco e selénio podem comprometer a qualidade dos espermatozoides, enquanto nas mulheres a alimentação pode ajudar a regular ciclos menstruais, controlar o índice glicémico em casos de síndrome de ovários poliquísticos e reduzir processos inflamatórios associados à endometriose.

Criada no centro de saúde de Lousada, a consulta integra a estratégia de descentralização da ULSTS, que serve cerca de meio milhão de pessoas em 11 municípios, incluindo os hospitais Padre Américo, em Penafiel, e de São Gonçalo, em Amarante. A escolha do local teve em conta a especialização da profissional responsável, com formação avançada em nutrição e saúde reprodutiva.

Em cerca de um mês de funcionamento, o serviço já regista elevada procura, com referenciações tanto hospitalares como de médicos de família. Paralelamente, a equipa pretende promover o padrão alimentar mediterrânico, incentivando o consumo de peixe, hortícolas e azeite.

A ULSTS avançou também com uma consulta de nutrição em saúde ocupacional, dirigida aos cerca de 4.500 profissionais da unidade, com foco na prevenção de doenças como obesidade, diabetes tipo 2 e patologias cardiovasculares.