A Quadrantis Capital, fundada por João Koehler, em parceria com o grupo MCaetano, concluiu a compra da totalidade do património imobiliário da Nexponor, que inclui o parque de exposições da Exponor, à Insula Capital. O negócio imobiliário foi fechado pelo valor de 40 milhões de euros.
O ativo transacionado, que se encontrava em comercialização desde outubro do ano passado, é composto pelo recinto de feiras e por dois lotes adicionais destinados à promoção imobiliária. No total, a operação abrange uma área bruta construtiva de “aproximadamente 180.000 m² acima do solo, numa das localizações mais estratégicas da Área Metropolitana do Porto”. O plano de intervenção para o local está respaldado por um projeto de grande escala aprovado pela Câmara Municipal de Matosinhos em abril de 2024 que prevê, “além da modernização do atual parque de exposições, a criação de um empreendimento de uso misto – integrando serviços, comércio, turismo e habitação”. Manuel Caetano e João Rafael Koehler sublinharam o potencial de valorização do espaço, projetando um “projeto urbano sustentável, que irá promover atividade económica, criar empregos, e gerar riqueza” em Leça da Palmeira.
Face a esta transação, a Associação Empresarial de Portugal (AEP), entidade que explora o recinto, emitiu um esclarecimento público onde afiança que “a venda do património imobiliário da Exponor não coloca em causa a continuidade da atividade do recinto de feiras e exposições”, estando asseguradas as condições operacionais de longo prazo. Para o efeito, foi celebrado um contrato-promessa de arrendamento entre os novos proprietários e a Exponor – Fiporto, uma sociedade detida a 100% pela associação empresarial.
O entendimento alcançado fixa um prazo inicial de arrendamento de “25 anos, com renovação automática por períodos sucessivos de cinco anos”, conferindo estabilidade à gestão do espaço. Adicionalmente, ficou salvaguardada uma “opção de compra a favor da AEP ao fim de 20 anos de vigência do contrato”. No que diz respeito à modernização das infraestruturas, o novo proprietário assumiu o compromisso de realizar um investimento relevante no recinto. O acordo integra ainda um mecanismo de proteção operacional: “caso a senhoria não execute ou atrase as obras previstas, a Exponor poderá substituí-la na sua realização, financiando os respetivos custos através da retenção das rendas devidas”. Para o desenho técnico e alinhamento com as melhores práticas internacionais do projeto de renovação, a Exponor – Fiporto encontra-se a auscultar, em caráter exclusivamente consultivo, o parceiro internacional GL events.