O preço dos medicamentos em Portugal poderá aumentar nos próximos meses devido ao impacto da inflação e da atual conjuntura internacional, admitiu o Governo, embora sublinhe que, para já, não existe motivo para alarme. A possibilidade foi avançada após alertas do setor farmacêutico para a pressão crescente sobre os custos de produção.
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou que o país deve estar preparado para esse cenário, ainda que não exista, neste momento, uma preocupação imediata quanto a alterações nos preços praticados nas farmácias.
Já o presidente da APIFARMA, João Almeida Lopes, considera que os preços terão de subir “mais cedo ou mais tarde”, apontando como principais fatores o aumento dos custos energéticos, das matérias-primas e dos transportes internacionais.
Entre os elementos que mais pressionam o setor estão a subida do petróleo e o encarecimento de materiais como plástico, vidro e alumínio, amplamente utilizados na produção e embalagem de medicamentos. O contexto geopolítico internacional e a inflação global também estão a contribuir para este cenário.
Apesar do alerta, o Governo garante estar a acompanhar a situação e a avaliar o impacto potencial no mercado farmacêutico nacional, numa tentativa de evitar ruturas de abastecimento ou aumentos abruptos para os consumidores.