O preço dos combustíveis vai voltar a aumentar, a partir de segunda-feira. Está previsto um aumento de 16 cêntimos no gasóleo e de nove na gasolina. O conflito militar no Médio Oriente e o bloqueio do estreito de Ormuz são os responsáveis.
O gasóleo e a gasolina vão registar, novamente, uma subida no preço por litro. Cada operadora é livre e define o valor, mas, segundo fontes do setor citadas pelo Automóvel Clube de Portugal (ACP), o preço médio do gasóleo simples vai para os 2,087 euros por litro. No caso da gasolina simples 95 sobe para 1,947 por litro.
De acordo com as previsões, encher um depósito de 50 litros de gasóleo deverá passar a custar cerca de 103,5 euros, mais 7,2 euros do que na semana anterior, mesmo após a aplicação do desconto extraordinário no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP). Desde o início do conflito no Médio Oriente, o aumento acumulado já ronda os 31%, agravando a pressão sobre famílias e empresas.
Também a gasolina acompanha a tendência de subida, ainda que de forma menos expressiva, com um depósito de 50 litros a aproximar-se dos 97 euros.
Para José Rodrigues, da ANAREC, “o aumento será significativo mesmo com o apoio do governo em termos de ISP, os portugueses sentirão essa subida que, à partida irá continuar devido ao conflito no Médio Oriente”.
Apesar das sucessivas intervenções fiscais — incluindo reduções no ISP nas últimas semanas — vários setores consideram as medidas insuficientes, alertando para o impacto crescente nos custos de transporte e no custo de vida.
Em Espanha, o Governo anunciou a redução do IVA sobre combustíveis, eletricidade e gás natural de 21% para 10%, no âmbito de um pacote de alívio fiscal destinado a mitigar o impacto da subida dos preços da energia. O responsável da ANAREC acrescenta ainda que “o governo, certamente, será pressionado pela baixa de 11 pontos em termos de IVA que o governo espanhol anunciou, até porque sendo o único país com fronteira terrestre de Portugal, essa medida afetará a competitividade não só das empresas, como, igualmente das próprias famílias”.
A semana já tinha iniciado com um aumento significativo. Esta é a terceira semana de aumentos consecutivos. Este reflete os efeitos da crise energética, com início no passado dia 28 de fevereiro a propósito dos ataques no Médio Oriente.