O heliporto do Hospital Pedro Hispano, da Unidade Local de Saúde de Matosinhos (ULSM), encontra-se encerrado desde o dia 19 de fevereiro. Os canais de descolagem, levantamento e aterragem possuem obstáculos, colocando em risco a segurança. 

A decisão foi tomada consoante as visitas e reuniões técnicas entre a ULSM e a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC). Concluiu-se que a “a localização do heliporto, atualmente não é a melhor, dada a sua envolvente”.

“Os canais de aproximação [descolagem/levantamento e aterragem] existentes, com as regras atuais, possuem vários obstáculos, o que coloca em risco a segurança da operação. Não há possibilidade de se alterar o sentido/orientação dos canais de aproximação”, lê-se no relatório assinado pela diretora do serviço de gestão de risco da ULSM. 

No documento menciona que, na altura da construção do heliporto, os ângulos dos canais de aproximação em vigor tinham o valor de 8%, e agora o valor foi desceu para 4,5%. Além disso, “existem vários obstáculos nos 2 canais, como árvores demasiado elevadas, localizadas em propriedade privada e linhas de alta tensão, propriedade da empresa E-Redes”, refere. 

As entidades envolvidas, como o INEM, a Proteção Civil de Matosinhos, e os Bombeiros de Leixões, foram informados da decisão. 

Este heliporto é utilizado para receber helitransportes com doentes para os hospitais das ULS São João e ULS Santo António, no Porto. No ano passado, o serviço recebeu cerca de 90 voos.