O incêndio que deflagrou na passada segunda-feira em Rebordões, no concelho de Santo Tirso, foi dado como dominado às 18:40 desta quarta-feira, 19 de agosto. A informação foi avançada à Lusa pelo comandante dos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia, Cristiano Moreira, que explicou que mantinha apenas uma frente ativa e já de “pouca intensidade”.
De acordo com o portal da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 19:00 encontravam-se no terreno 211 operacionais, apoiados por 66 meios terrestres e dois meios aéreos.
Até ao início da tarde de terça-feira, as chamas já tinham consumido 900 hectares, num fogo que chegou a apresentar quatro frentes ativas. As dificuldades no combate foram explicadas pelo comandante dos Bombeiros Voluntários Tirsenses, Vítor Pinto, que destacou a “encosta muito íngreme” onde o incêndio começou, a vasta área afetada e as condições meteorológicas severas — marcadas por “temperaturas muito altas e ventos de leste” — como fatores que provocaram um forte desgaste nas equipas.
Pressão no Norte e cerca de 270 bombeiros feridos em 2026
A ocorrência em Santo Tirso figurou, ao longo dos últimos três dias, entre os fogos mais graves do país, a par das ocorrências em Torre de Moncorvo e Arouca. Pelas 16:00 de hoje, este conjunto de três incêndios no Norte do país mobilizava cerca de 1 250 operacionais, mais de 400 viaturas e 13 meios aéreos.
Durante as operações do dia, registou-se ainda o despiste de uma viatura em Arouca, que causou ferimentos aos quatro tripulantes.
A propósito do risco a que os operacionais estão sujeitos, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), António Nunes, revelou à Lusa que, desde 1 de janeiro até à data atual, cerca de 270 bombeiros sofreram ferimentos nos teatros de operações em Portugal continental.
Imagem de destaque: B. V. Crestuma