A 19.ª edição do Escritaria – Festival Literário de Penafiel decorre entre 20 e 25 de outubro de 2026, tendo como principal homenageado o escritor timorense Luís Cardoso. A programação completa do evento multidisciplinar volta a transformar o concelho num centro de reflexão sobre a literatura, a cultura e a lusofonia, sob palcos como o Ponto C – Cultura e Criatividade, escolas e outros equipamentos municipais.
Ao longo de seis dias, o festival cruza livros, música, teatro, cinema, artes visuais e mesas-redondas em torno de temas como a memória, a identidade, a liberdade e a resistência, aproximando a realidade de Timor-Leste de outros contextos internacionais, como a Palestina. Entre os convidados confirmados estão figuras das letras, da cultura e da política, como Ondjaki, D. Américo Aguiar, Adelino Gomes, Ana Gomes, Pedro Bacelar de Vasconcelos, Ana Sousa Dias, Dulce Pontes, Sérgio Godinho e João Gil.
Destaques do programa:
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20 de outubro: Apresentação da edição evocativa do Escritaria 2025 (dedicada a Maria do Rosário Pedreira) e a performance Desver, de Joana Craveiro / Teatro do Vestido.
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21 de outubro: Abertura das exposições ABUT LA HARE – Raízes Invisíveis (Catarino Bere) e TIMOR 1964-1966 | Lugares do Sol Nascente (espólio de Manuel Casal Aguiar), além da estreia da peça Alinhamentos, de Zia Soares.
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22 de outubro: Exibição do documentário O Voo do Crocodilo – O Timor de Ruy Cinatti no Cinemax, seguida de debate com o realizador Fernando Vendrell, Lúcio Sousa e Mário Augusto. Realização da mesa-redonda «Nas montanhas não chega o vento que sopra do mar», com D. Américo Aguiar e Pedro Bacelar de Vasconcelos.
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23 de outubro: Inauguração do busto de Luís Cardoso no Jardim do Sameiro, percurso dramatizado pelo Saaraci Coletivo Teatral e reedição do romance Olhos de Coruja Olhos de Gato Bravo na Biblioteca Municipal. O dia conta ainda com o debate sobre a transição democrática e a independência timorense com Adelino Gomes e Ana Gomes, culminando com o concerto de Dulce Pontes no Ponto C.
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24 de outubro: Entrevista de vida a Luís Cardoso por Ana Sousa Dias e a sessão especial «Luís Represas, uma voz por Timor», com curadoria de Manuel Faria e participações de João Gil, Mona Miari e outros artistas. A noite fecha com o café-concerto Luís Cardoso & O Quarteto da Travessia.
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25 de outubro: Encerramento musical a cargo de Sérgio Godinho, acompanhado por Filipe Raposo. O programa final inclui ainda debates literários e de arquitetura, atuações do Grupo de Estudantes Timorenses no Porto e um menu de degustação dedicado à gastronomia de Timor-Leste.
Nascido em Kailako no ano de 1958, Luís Cardoso fixou-se em Portugal em 1975 após a invasão indonésia, tendo desempenhado um papel ativo na defesa da causa timorense junto do Conselho Nacional da Resistência Maubere. Autor de obras como Crónica de Uma Travessia, O Plantador de Abóboras e Hotel Timor, foi distinguido com o Prémio Oceanos em 2021 e com o Colar da Ordem de Timor-Leste em 2023.
Criado em 2008, o Escritaria homenageia anualmente uma figura viva da literatura em língua portuguesa, deixando marcas permanentes na cidade através de frases, obras de arte pública e homenagens estatuárias.


