Os enfermeiros portugueses estão, esta sexta-feira, em greve. Esta é uma paralisação convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, numa altura em que o Governo admite ainda não ter solução para todas as reivindicações da classe. Guadalupe Simões, dirigente sindical, acusou ainda o Executivo de tratar os enfermeiros de forma desigual face a outros profissionais.

A greve dura até às 24:00. Em causa está, segundo consideram, o impedimento por parte da tutela da progressão na carreira.
Em declarações à Jornal FM, Guadalupe Simões, afirmou que há expectativa de que a greve produza efeitos junto do Ministério da Saúde. “Naturalmente que essa é sempre a expectativa, porque estamos a falar de problemas que já foram, por diversas vezes, colocados ao Ministério da Saúde”, sublinhou a dirigente social.
A responsável acusou ainda o Executivo de tratar os enfermeiros de forma desigual face a outros profissionais. “O que a senhora ministra já resolveu para outros grupos profissionais, e este Governo inclusivamente para outras carreiras, faz com que esta discriminação relativamente aos enfermeiros tenha de ter uma solução”, afirmou, acrescentando que o objetivo da greve passa por “acabar com essa discriminação”.
A norte do país, os dados de adesão ainda estão a ser apurados, mas as primeiras indicações apontam para uma participação significativa. Fátima Monteiro referiu que alguns serviços registam forte impacto.
“Temos serviços de internamento com adesão a 100%, mantendo-se apenas os serviços mínimos a funcionar”, indicou, acrescentando que as áreas mais afetadas deverão ser “cirurgias programadas, consultas e blocos centrais”.
O Governo definiu serviços mínimos para assegurar o funcionamento das áreas consideradas mais críticas do sistema de saúde durante o período de greve.