O desporto automóvel nacional perdeu uma das suas figuras mais carismáticas, acarinhadas e respeitadas com a morte do piloto Rui Miritta, na madrugada desta segunda-feira, dia 6 de julho. Natural de Valongo, o piloto não resistiu aos ferimentos resultantes de um grave acidente de viação, vindo a falecer após ter estado internado durante cerca de três semanas. A notícia foi avançada pela AutoSport e deixa o paddock nacional em profundo luto.

Um percurso de sucesso e títulos na Velocidade

Segundo os dados partilhados pela AutoSport, Rui Miritta celebrizou-se sobretudo no Campeonato de Portugal de Velocidade (CPV) e no Iberian Supercars. Alinhando ao volante de um Porsche 911 GT3 Cup preparado pela estrutura da Monteiros Competições, o piloto alcançou os maiores sucessos da sua carreira nas temporadas mais recentes:

  • Épocas de 2024 e 2025: Sagrou-se bicampeão nacional e ibérico na categoria GTC.

  • Divisão Cup: Conquistou dois títulos de relevo nesta divisão competitiva.

O troféu monomarca da Porsche Sprint Challenge Ibérica foi outro dos palcos onde o piloto de Valongo evidenciou o seu talento e regularidade:

  • Em 2023: Conquistou os títulos do Grupo 991.1 e da Classe GD.

  • Em 2024: Repetiu o feito do ano anterior através de uma campanha consistente, pontuada por vitórias e diversos pódios.

  • Em 2025: Manteve-se firmemente como um dos principais protagonistas da competição, somando novos triunfos e mantendo-se na discussão direta pelos títulos da Categoria 1 e da Classe GD até às últimas corridas do campeonato.

O carisma e a paixão fora das pistas

Conforme sublinha a AutoSport, mais do que o palmarés e as taças conquistadas, Rui Miritta conquistava todos os que o rodeavam pela sua postura e caráter. Para o piloto, a velocidade era encarada como uma paixão pura, sendo os triunfos uma mera consequência desse amor pelas corridas.

A publicação recorda-o como um homem de poucas palavras em público, dono de um discurso simples e direto. Contudo, era nas conversas privadas e longe dos microfones que revelava a sua boa disposição habitual, recebendo sempre a equipa da AutoSport com grande respeito e um sorriso recíproco.

Esta perda trágica ocorre a escassos dias da realização das Corridas de Vila Real, consideradas a maior festa da velocidade em território nacional. O som do conhecido “Porsche do Miritta” cala-se de forma abrupta, mas permanecem as lembranças do seu sucesso desportivo e o rasto de amizades que foi granjeando ao longo de toda a sua caminhada no automobilismo.