A Direção-Geral da Saúde (DGS), por determinação da Autoridade de Saúde Nacional, elevou hoje o nível de risco em todo o território continental para o Nível 2 – Laranja. A medida decorre das temperaturas elevadas registadas e previstas para os próximos dias, configurando uma situação de risco elevado para a saúde da população.
Segundo o comunicado da entidade liderada por Rita Sá Machado, a ativação do nível Laranja determina o reforço da coordenação entre entidades, da monitorização da situação e da capacidade de resposta dos serviços competentes, permitindo uma rápida mobilização de recursos adicionais caso seja necessário.
Impacto nos serviços de saúde e níveis de risco
A elevação para o nível Laranja prevê a possibilidade de adoção de medidas extraordinárias na gestão da resposta assistencial aos utentes. Entre estas medidas inclui-se o adiamento de atividade programada não urgente, desde que tal seja clínica e operacionalmente adequado.
O Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde é composto por quatro níveis progressivos de risco, definidos com base em indicadores epidemiológicos, meteorológicos e de procura de cuidados de saúde:
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Nível 0 (Verde): Preparação
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Nível 1 (Amarelo): Vigilância reforçada
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Nível 2 (Laranja): Resposta reforçada
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Nível 4 (Vermelho): Emergência
A avaliação do risco a nível local é assegurada pela autoridade de saúde territorialmente competente, que pode determinar um nível de risco diferente do nacional caso a situação epidemiológica, ambiental ou de capacidade de resposta local o justifique.
Previsões meteorológicas e alerta de mortalidade
De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), verifica-se um agravamento das condições meteorológicas, estando prevista a emissão de aviso vermelho por tempo quente para a maioria dos distritos.
As previsões apontam para:
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Regiões Norte e Centro: Temperaturas máximas entre 30 °C e 42 °C.
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Região Sul: Temperaturas máximas entre 33 °C e 43 °C.
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Geral do território: Temperaturas mínimas acima dos 20 °C, o que reduz a capacidade de recuperação fisiológica do organismo durante a noite.
Em acréscimo, o índice ÍCARO, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), prevê um aumento acentuado da mortalidade associada ao calor, tanto na população geral como na população idosa, em todo o território continental, antecipando-se um agravamento deste impacto nos próximos dias.
Recomendações à população
A DGS, que se mantém em articulação permanente com o INSA, a Direção Executiva do SNS e o IPMA, recomenda a adoção das seguintes medidas de proteção:
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Beber água regularmente, mesmo sem sentir sede.
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Permanecer em locais frescos ou climatizados sempre que possível.
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Evitar a exposição solar direta nas horas de maior calor.
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Evitar esforços físicos intensos durante os períodos mais quentes.
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Prestar atenção especial a crianças, idosos, doentes crónicos e outras pessoas em situação de maior vulnerabilidade.