Investigadoras da Faculdade de Letras da Universidade do Porto vão se dedicar ao estudo da arte pirotécnica como património cultural vivo. Esta arte faz parte da identidade do país e atravessa gerações. 

O trabalho surge no âmbito da preparação da candidatura da Arte Pirotécnica à Lista do Património Cultural Imaterial Português. A investigação é feita em parceria com a Associação Nacional de Empresas de Produtos Explosivos (ANEPE). A articulação com a ANEPE permite um acesso a empresas históricas, algumas com mais de cem anos. 

Marisa Santos, Docente na Faculdade de Letras da Universidade do Porto | Fotografia: DR

O estudo vai basear-se “em documentação, em análise, levantamento de registos orais e técnicos de saber fazer, compreender como a pirotecnia evolui enquanto arte em saber fazer em território nacional”, referiu Marisa Santos, Professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. 

A pirotécnica está presente em várias festividades. Está associada a festas populares, romarias, celebrações religiosas, efemérides cívicas e festivais regionais. Não se trata apenas de um espetáculo de luz e cor. Em muitos casos, representa um elemento central de identidade local, um símbolo que distingue uma comunidade. Ao contrário da ideia comum do espetáculo rápido, tem uma dimensão técnica que, por vezes, pode passar despercebida. 

A arte da pirotecnica em Barcelos | Fotografia: DR

Estas diversidades estão a ser formalmente estudadas para a candidatura da pirotecnia à Lista do Património Cultural Imaterial Português. 

A Assinatura do Protocolo de Cooperação vai ser formalizada no próximo dia 5 de março, entre as duas instituições. A Professora Marisa Santos acredita que este acordo pode “abrir portas a uma mudança de mentalidade e a uma valorização destas práticas de saber fazer”.

O trabalho é liderado pela ANEPE e conduzido por docentes da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.