O festival de aeronáutica Air Invictus, realizado no passado mês de junho, gerou um impacto global superior a 136 milhões de euros, anunciou este sábado, 3 de outubro, a organização do evento. Os dados resultam de um estudo de avaliação promovido pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), que contabiliza um impacto económico global de 57,3 milhões de euros em produção adicional e um retorno de promoção mediática para a região avaliado em 78,8 milhões de euros.

Distribuído por 15 eventos nos concelhos do Porto, Vila Nova de Gaia, Maia e Matosinhos, que investiram em conjunto 5,3 milhões de euros, o festival atraiu cerca de 920 mil visitantes e superou 1,5 milhões de visitas. De acordo com a monitorização efetuada através das redes móveis nos locais do evento, 8% dos dispositivos ligados pertenciam a assinantes estrangeiros, com prevalência de visitantes do Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e Espanha. A nível internacional, a difusão de conteúdos do evento alcançou uma audiência superior a 250 milhões de lares em mais de 100 países.

Perante os resultados apurados, a organização manifestou disponibilidade para voltar a realizar o festival na região do Grande Porto. Citado em comunicado, o fundador e proprietário da marca, Luís Castro, destacou a dimensão do retorno alcançado: “O Air Invictus produziu um impacto global superior a 136 milhões de euros, incluindo os efeitos de natureza económica e os efeitos de exposição mediática, com particular incidência na região onde se realizou.”

O responsável ressalvou, no entanto, que o eventual regresso do evento fica dependente de uma “avaliação positiva pelo Turismo de Portugal e Turismo de Porto e Norte”, bem como pelos quatro municípios envolvidos. Relativamente ao plano de internacionalização da prova, a organização adiantou que a prevista etapa na Arábia Saudita se encontra comprometida devido à instabilidade geopolítica na região, prosseguindo contudo negociações para a realização do evento noutro país asiático.

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