O Ministério Público (MP) deduziu acusação contra 11 pessoas e 15 sociedades pelos crimes de associação criminosa, fraude fiscal, burla tributária e branqueamento de capitais. De acordo com informação divulgada pela Procuradoria-Geral Regional do Porto, o esquema assentava na simulação de compra e venda de automóveis e componentes, bem como em deduções indevidas de IVA.
A atividade ilícita decorreu entre 2021 e 2025, tendo gerado vantagens financeiras de quase 5,8 milhões de euros, montante que o MP requer que seja declarado perdido a favor do Estado. A rede seria liderada por três arguidos, incluindo um contabilista, que utilizavam cinco empresas para ocultar a importação de veículos da União Europeia e a respetiva revenda em Portugal através de um circuito de faturação falsa, fugindo à tributação devida.
A acusação aponta ainda que um dos envolvidos atuava de forma autónoma para obter reembolsos e deduções indevidas de IVA, enquanto outro arguido procedia ao branqueamento dos capitais recorrendo a pagamentos simulados e documentação falsa. Dois dos arguidos encontram-se em prisão preventiva e dois estão sujeitos a caução e proibição de ausência do país.