A Polícia de Segurança Pública registou 54 275 crimes contra cidadãos idosos entre 2023 e 2025, assinalando uma tendência de estabilização da criminalidade reportada no período pós-pandemia, mas com uma subida visível nos furtos por carteiristas. Os dados foram divulgados no âmbito do Dia Internacional das Pessoas Idosas.
A criminalidade patrimonial, nomeadamente furtos e burlas, afeta sobretudo os homens, enquanto as mulheres são maioritariamente vítimas de crimes contra as pessoas, como agressões e violência doméstica. Em 2025, a PSP contabilizou 1 894 queixas de violência doméstica contra idosos — com 44% dos casos a corresponderem a agressões não conjugais, sobretudo de filhos contra pais, e 1 227 furtos por carteiristas, tipologia que tem vindo a aumentar desde 2024. A idade média das vítimas fixa-se nos 73 anos.
Em declarações à agência Lusa, o chefe da Divisão de Prevenção Criminal e Policiamento de Proximidade da PSP, Hugo Guinote, destacou o impacto das ações de prevenção:
“O facto de termos cada vez mais idosos no nosso país, mas os números de criminalidade estarem relativamente estabilizados, sugere-nos que os idosos estão cada vez a adotar mais comportamentos auto protetivos.”
Para mitigar a vulnerabilidade da população sénior, a PSP mantém no terreno entre 300 a 350 agentes dedicados ao programa “Apoio 65 – Idosos em Segurança”, promovendo centenas de ações de sensibilização em lares, centros de dia e através de contactos porta-a-porta com idosos em situação de isolamento.