Centenas de empresários do setor das terraplanagens, extração de inertes e transportes iniciaram uma marcha lenta de protesto entre Paredes e Coimbra. A iniciativa visa contestar o aumento dos custos de energia e exigir a integração do subsetor no regime fiscal do gasóleo profissional.

O protesto teve início na rotunda junto à entrada de Lordelo na A41, no concelho de Paredes, de onde a coluna de veículos pesados seguiu pela A1 a baixa velocidade em direção a Coimbra, sob acompanhamento da GNR. O movimento, que arrancou com mais de uma centena de viaturas e empresas, prevê juntar cerca de meio milhar de pesados ao longo do percurso, através de quatro pontos de concentração intermédios.

Os promotores da iniciativa apontam que o subsetor se encontra numa situação “quase insustentável”, assinalando que o preço do gasóleo passou de 1,59 euros para 2,22 euros por litro desde 27 de fevereiro, o que representa um aumento de 63 cêntimos por litro. Segundo os empresários, o combustível chega a representar cerca de 70% do custo final dos serviços prestados aos clientes, gerando dificuldades na atualização de contratos antigos e na aceitação de novos orçamentos, o que coloca em risco a viabilidade das empresas e a manutenção dos postos de trabalho.

Reunião agendada com o Governo em Lisboa

Na sequência do protesto, o gabinete do Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, estabeleceu contacto com o movimento para agendar uma reunião de trabalho para a próxima segunda-feira, em Lisboa.

A confirmação do encontro foi avançada pelo representante legal do movimento, o advogado Miguel Machado Mendes, que reforçou que as empresas pretendem obter “respostas concretas” e acolhimento para as suas reivindicações junto da tutela.

 

Imagem de destaque: João Carvalho