A Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Guarda Nacional Republicana (GNR) identificaram, desde o início do ano, pelo menos 124 pessoas suspeitas de terem abandonado animais de companhia. Os dados foram avançados pelas forças policiais no passado sábado, 15 de agosto, data em que se assinalou o Dia Internacional do Animal Abandonado.
No período compreendido entre 1 de janeiro e 30 de junho de 2026, a GNR identificou 66 pessoas suspeitas deste crime (38 homens e 28 mulheres). Já a PSP identificou 58 pessoas (30 mulheres e 28 homens) entre 1 de janeiro e 11 de agosto. No total de quase oito meses, somam-se 124 cidadãos identificados (66 homens e 58 mulheres), tendo as ocorrências envolvido maioritariamente cães, gatos e aves.
No mesmo intervalo temporal, as duas forças policiais registaram 275 crimes de abandono de animais de companhia. O número corresponde a cerca de 45% do total contabilizado durante todo o ano de 2025, ano em que as autoridades registaram 598 crimes e identificaram 326 suspeitos (190 homens e 136 mulheres), segundo dados do portal oficial Estatísticas da Justiça.
Nos termos do Código Penal, o abandono de animais de companhia é punível com pena de prisão até seis meses ou pena de multa até 60 dias, sanções que são agravadas em um terço se da conduta resultar perigo de vida para o animal.
Alerta para o período de férias
A PSP e a GNR alertam que o verão é tradicionalmente uma das épocas do ano com maior incidência de abandonos devido às deslocações de férias.
“A época de férias leva a que muitos cidadãos, perante a dificuldade logística de fazerem as viagens com o animal ou a indisponibilidade para recorrer a soluções como hotéis ou alojamentos temporários, optem, de forma inaceitável, pelo seu abandono”, sublinha a PSP.
Em idêntico aviso, a GNR recorda que “a adoção constitui um compromisso permanente, pelo que o abandono nunca poderá ser encarado como uma solução”.