Uma praga de pulgas está a afetar os moradores da Rua Dr. Carlos Pires Felgueiras, em Águas Santas, no concelho da Maia, afetando já pelo menos dez habitações. Segundo o Correio da Manhã, vários residentes foram picados, tendo alguns recorrido a cuidados hospitalares.

De acordo com o CM, o foco da infestação estará localizado na habitação de uma idosa que vive sozinha naquela artéria.

“Há cerca de um mês que percebemos que existiam pulgas, mas pensamos que o problema estava nos animais, que andam na rua. No domingo percebemos que afinal a infestação está na casa desta senhora. Encontramos pulgas em todo o lado, na roupa, no calçado. Não aguentamos mais, eu até já encontrei pulgas no meu filho de três anos quando ele estava dormir. O menino foi ferrado e o meu marido também”, relatou a moradora Tânia Teixeira ao Correio da Manhã.

A dimensão do problema levou mesmo alguns habitantes a abandonar temporariamente as suas casas. É o caso de Letícia Carvalho, que descreveu a situação ao CM:

“A senhora sacudiu os sapatos à minha porta e logo depois fiquei com a casa com pulgas. Já limpei cinco vezes a máquina de lavar roupa e continua cheia destes bichos. Fechei a casa e fui para junto de familiares.”

Intervenção municipal e do Ministério Público

A Câmara Municipal da Maia explicou que uma equipa multidisciplinar se deslocou ao local para avaliar a situação, esclarecendo a posição da autarquia em comunicado citado pelo Correio da Manhã:

“Tudo indica que a origem da infestação se encontra numa propriedade privada, estando esta situação a ser acompanhada pelas autoridades de saúde pública. Os serviços municipais da área social já iniciaram o acompanhamento da pessoa residente na habitação identificada, encontrando-se a desenvolver, em articulação com as entidades competentes, todos os procedimentos necessários para garantir o respetivo apoio e avaliar as medidas legalmente adequadas.”

Segundo apurou o CM, o delegado de saúde esteve na habitação da idosa, que recusa qualquer intervenção no local, tendo sido enviado um relatório para o Ministério Público para que sejam adotadas as medidas legais cabíveis.

“O delegado de saúde saiu lá da casa cheio de pulgas. Disse-nos que tem de ser cada morador a desinfestar a sua casa”, acrescentou Letícia Carvalho.

A autarquia da Maia informou ainda que irá avançar com a desinfestação da via pública e de uma escola localizada na referida rua.