A Polícia de Segurança Pública (PSP) realizou, entre os dias 22 e 26 de junho de 2026, a segunda edição do ano da Operação Nacional “Armeiros em Segurança”. A iniciativa enquadra-se nas competências exclusivas da instituição para o licenciamento, controlo e fiscalização do fabrico, armazenamento, comercialização, utilização e transporte de armas, munições e produtos explosivos. No total, foram promovidas 61 ações de fiscalização direcionadas a estabelecimentos de armeiros.
A operação culminou na apreensão de 63 armas de diversas tipologias e de um total de 2.097 munições. Entre o armamento confiscado encontram-se:
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11 armas de fogo da classe A;
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3 armas de fogo da classe B1;
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32 armas de fogo das classes C e D, onde se incluem as espingardas e carabinas habitualmente utilizadas na prática venatória;
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14 armas da classe G;
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3 armas brancas.
Infrações registadas e dados comparativos
Durante as ações de fiscalização, a PSP elaborou dois autos de notícia pelo crime de detenção de arma proibida, em conformidade com o artigo 86.º do Regime Jurídico das Armas e suas Munições (RJAM). Foram também detetadas 20 infrações de natureza contraordenacional no âmbito do mesmo regime legal, decorrentes de:
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11 situações de violação geral das normas para o exercício da atividade de armeiro (artigo 100.º do RJAM);
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8 situações de violação geral das normas de conduta e obrigações (artigo 98.º do RJAM);
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1 caso de detenção ilegal de arma (artigo 97.º do RJAM).
| Indicador da Operação | 2023 | 2024 | 2025 | 2026 (1.ª Operação) | 2026 (2.ª Operação) |
| N.º de ações | 69 | 70 | 61 | 79 | 61 |
| Autos de notícia (crime) | 2 | 1 | 1 | 1 | 2 |
| Contraordenações | 33 | 13 | 14 | 17 | 20 |
| Armas apreendidas | 79 | 156 | 53 | 106 | 63 |
| Munições apreendidas | – | 6.212 | 387 | 45 | 2.097 |
Sensibilização e obrigações dos operadores
Através desta atividade operacional seletiva, a PSP pretende sensibilizar os armeiros e demais operadores do setor para a importância do cumprimento estrito dos normativos legais associados ao comércio de armamento. A finalidade assenta no reforço da segurança do mercado regulado e, por conseguinte, na proteção global dos cidadãos.
A autoridade destaca, a propósito, as principais obrigações especiais que recaem sobre estes profissionais:
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Registo diário obrigatório: Os armeiros estão adstritos ao registo diário de transações de importação, exportação, transferência, compra, venda, cedência, fabrico, montagem, reparação, existências em depósito, armas guardadas sob custódia e processos de desativação.
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Verificação de identidade e licenças: Cabe aos operadores e seus funcionários confirmar a identidade do comprador, validar a existência de licenças ou autorizações habilitantes, bem como esclarecer as características técnicas e as regras de segurança das armas comercializadas.
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Recusa de transações suspeitas: Existe o dever de recusar qualquer venda de munições completas ou componentes sempre que se verifiquem motivos razoáveis de suspeita devido à sua natureza ou quantidade, devendo a tentativa ser comunicada de imediato às forças policiais.
O dispositivo no terreno contou com a participação de 105 polícias da PSP, envolvendo de forma articulada o Departamento de Armas e Explosivos e todos os Comandos Territoriais.