A dívida pública portuguesa aumentou para 91% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2026, mais 1,3 pontos percentuais face ao final de 2025, segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal.
De acordo com o banco central, o valor total da dívida atingiu cerca de 283,2 mil milhões de euros em março, representando um acréscimo de 471 milhões de euros face ao mês anterior.
Esta subida ficou a dever-se, sobretudo, ao aumento das responsabilidades em depósitos, com destaque para o crescimento dos certificados de aforro e dos depósitos de entidades públicas no Tesouro. Em sentido contrário, os certificados do Tesouro registaram uma diminuição.
Também os títulos de dívida apresentaram evoluções distintas: enquanto os de longo prazo cresceram significativamente, os de curto prazo registaram uma redução.
Apesar do aumento da dívida bruta, os depósitos das administrações públicas diminuíram para cerca de 20 mil milhões de euros, o que contribuiu para que, em termos líquidos, a dívida subisse para aproximadamente 263,2 mil milhões de euros.
Recorde-se que, no final de 2025, o rácio da dívida pública se situava nos 89,7% do PIB, abaixo dos 93,6% registados em 2024, tendo então superado a meta prevista no Orçamento do Estado para 2026.
A evolução agora registada reflete oscilações normais ao longo do ano, num contexto em que Portugal continua a procurar manter a trajetória de redução da dívida pública a médio prazo.